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terça-feira, 23 de junho de 2009

Como são belas


Como são belas as criaturas da noite!

Porque é que são as sombras que dão forma à luz?

Porque é que de dia sonhamos com a noite?

Porque é que para nós a luz do sol brilha mais quando reflectida na Lua ?

Porque é que procuramos a escuridão nos nossos prazeres mais íntimos?

Porque é que ela nos liberta?

Pudesses tu ver com os meus olhos.... e saberias as respostas.

Como são belas as criaturas da noite !


Autoria: Charles Hawk

Paisagem Interior


Ela rastreia através do meu olhar

Um interior em chamas

Não articula, amordaçada pelo silêncio

Com um interior em eterna tempestade.

Ainda em silêncio e o gesto marmorizado.

Em seu interior aguilhões aprofundam.

Irredutível frente ao próprio vórtice

A gritar ensurdecedoramente, enquanto lá fora...

Lá fora o mundo pasta...


Autoria: Luciana Waack

domingo, 21 de junho de 2009

Remember


Darkness and Sadness

Filling my heart

The night is close and I’m falling,

Falling apart…

My love is gone

And soon I’ll be gone too

The world is empty now…

Without you…

My thoughts are being

Pulled away by the despair

That drowns me

I’m not living, I’m not dying

I don’t know who I am now!

If I could cry I wouldn’t

If I could be I wouldn’t

If I could fly I wouldn’t

If I could die I wouldn’t

Because…

Death is all around me

I can’t remember how it feels to live

The rain washed my face and I can feel it!

The blood runs through my veins and I can’t feel it!!!

I cut myself and I bleed

The blood reminds me of sunset skies

I feel nothing…

I’m empty! I’m nothing!

I’m dead! I’m alive!

I don’t know!

I can’t remember!

I’m just being what I must!

I’m not living my life!

I feel empty and disgraced!

I can’t remember your face…

Must I die? Must I live?

Must I know?

Can I remember all the pleasures of Life?

All the temptations of Death?

Can I remember?


Autoria: Misha

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Madrugada de Inverno


Madrugada de Inverno.

Da janela do meu quarto olho o jardim que envolve a nossa casa.

Os últimos farrapos de noite dissipam-se, as estrelas desaparecem no céu uma por uma.

Cheira a terra molhada, choveu a noite inteira.

O Sol ainda não nasceu…

Esta noite lembrei-me de tudo aquilo que já esqueci.

Esqueci o calor do Sol,

E a cor do mar,

Esqueci o sabor da comida,

E a frescura da água.

Como o vento do Outono arrasta as folhas das árvores,

A Noite Eterna em que vivo arrastou com ela todas as minhas memórias.

O primeiro raio de Sol rasga o Céu.

Fecho as portadas da janela.

Nasce mais um dia no Mundo.

Morre mais um pouco de mim.


Autoria: Lília WhiteMoon